Lumáryco: Gramática Completa
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Fonologia e ortografia O Lumáryco é escrito em transliteração latina (o projeto não define um alfabeto próprio — ver Parte VI). Vogais têm valor fonético simples (a, e, i, o, u); dígrafos indicam ditongos. O "y" funciona como vogal (como em Syr) ou semivogal, nunca como consoante. Não há sons que exijam diacríticos além dos já usados no léxico.
Ordem das palavras Sujeito-Verbo-Objeto (SVO), como em português. Ex.: Yo So Dam — "Eu vejo ele."
Pronomes e possessivos Já fixados no léxico-base (Anexo D). Os possessivos precedem o substantivo e substituem a necessidade de preposição: Yor Soyad = "meu coração" (não "coração de mim").
Ausência de gênero e artigos Lumáryco não marca gênero gramatical em substantivos ou adjetivos. O gênero só aparece nos pronomes de 3ª pessoa (Dam/Hav) e possessivos (Dahr/Hard). Não existem artigos definidos ou indefinidos — um substantivo sozinho pode significar "o X", "um X" ou "X" conforme o contexto. Essa ausência é consistente com a descrição do idioma em papo Khaos.docx: Lumáryco revela, não descreve — ele nomeia a coisa, não a categoriza.
Plural Regra geral: acrescenta-se -y a substantivos terminados em consoante, e -s a substantivos já terminados em vogal. Para nomes de povos, mantém-se o padrão já em uso: singular pessoal = raiz+y (Tuscary), plural = raiz+ys (Tuscarys), nome coletivo/abstrato da raça = raiz+yn (Tuscaryn). Exemplo fora de raças: Rael (fruto) → Raely (frutos).
Adjetivos São palavras livres (já documentadas: Vael=alto, Lyr=aberto/livre, Nyr=profundo, Auro=dourado, Ret=vermelho). Em frases comuns, o adjetivo pode vir antes do substantivo: Shyah Lyr = "água livre", ou depois, com a adição de “-”: Ret-Radess = "vermelho-planície".
Verbos — conjugação Lumáryco é majoritariamente analítico (usa partículas, não flexões pesadas), com marcações fixas:
• Presente: pronome + verbo na forma-base. Yo By = "eu sou".
• Passado: verbo + sufixo -ir. By → Byir = "foi/era". Aeld (viver) → Aeldir = "viveu".
• Futuro: partícula livre vel antes do verbo. Vel By = "será".
• Negação: prefixo na- no verbo, em qualquer tempo. NaBy = "não é"; Na-Byir = "não foi".
• Imperativo: verbo + sufixo -on. By → Byon = "sê!"; Shy (falar) → Shyon = "fala!".
Interrogativos (completando o léxico, sem conflito com termos existentes):
• Quem = Vym
• O que = Qel
• Onde = Zeh
• Quando = Tym (eco intencional de Tymrah, Tempo)
• Por que = Fen
• Como = Nesh
Demonstrativos
• Este/esta = Sae
• Aquele/aquela = Doh
Correção de homônimos do léxico (Anexo D) Três colisões foram identificadas no Dossiê e resolvidas assim:
1. Hash = "estar" (verbo) e 50 (numeral) — colisão real. Resolução: Hash permanece como "estar" (verbo essencial, de uso mais frequente); o numeral 50 passa a ser Vash.
2. Hayd = "animal" e "pé" — colisão real, com risco de confusão em compostos. Resolução: Hayd permanece como "animal"; "pé" passa a ser Hoen, formando família consistente com as demais partes da perna (Hoda=perna, Hoyda=joelho, Hyda=coxa — raiz Ho-/Hy-).
3. Nydre e tay, ambos glosados como "sombra" — não é colisão real, e sim dois sentidos distintos não diferenciados no léxico original. Resolução: Nydre = Sombra/Trevas como conceito metafísico (ligado a corrupção e ausência de Luz); tay = sombra projetada, área sombreada, fisicamente concreta (ex.: "a sombra da árvore").
Frase de demonstração "Tya Aeld ni Lymah, put Nydre Hash sub Faal." — "Nós vivemos na Luz, mas a Sombra está sob o Abismo." (Glosa: Tya=nós; Aeld=viver; ni=dentro/em; Lymah=Luz; put=mas; Nydre=Sombra [metafísica]; Hash=estar; sub=abaixo/sob; Faal=Abismo.)